Transition Design®

“O rio não quer chegar a lugar algum,

só quer ser mais profundo.”

 

Guimarães Rosa

Para consolidar uma visão sobre em que direção o Design e a Estratégia vieram caminhando, desde os anos 80, e para onde devem ir nos próximos anos, foi necessário utilizar o mesmo processo que, agora mais claro, se transformou em nossa nova direção, desafio, prazer e metodologia.

Transition Design®: um novo passo rumo a um novo mundo

Organizações são organismos coletivos

 

Uma organização é uma voz coletiva. Um constructo coletivo que se parece muito com os organismos individuais que o compõem.

Quando somos chamados para um desafio, normalmente, há uma "dor original" que provoca esse movimento de pedir ajuda

Uma dor é, como sabemos, um mecanismo de sustentabilidade primitiva - mas não primária - que simplesmente "aparece". Um sistema de sinalização de vitalidade e risco.

Quase sempre, a dor chega como sintoma. Um sintoma que provoca a formulação instantânea de hipóteses. "Por que estou sentindo isso?", "Como eliminar essa carência e desequilíbrio do organismo?". Nesse instante, como acontece com cada um de nós, construímos uma série de soluções que, em geral, vão na direção da eliminação do "problema".

Muitas vezes esse problema original se mantém, ao longo do processo, como um tema a ser endereçado, mas muito frequentemente ele é a superfície visível e sensível de níveis mais complexos de temas que precisam, no formato holístico, serem conhecidos para encontrar a melhor "solução" e a melhor direção.


Quando reagimos diretamente às hipóteses originais, corremos alguns riscos que precisam ser ponderados. Se o movimento é provocado pela eliminação de uma "dor", ele é reativo e dá conta parcial dos temas que hoje são decisivos para a sobrevivência de organizações em cenários complexos como os nossos. Um exemplo rápido: dor dói (reativo,automático e defensivo), oportunidade não dói (propositivo, sofisticado e identitário). Precisa ser procurada e é lá, muito frequentemente, se não sempre, que se começa a construção de uma visão, de uma identidade, de uma cultura e de valor perene.

Step back

Por que parar?

 

Como na física, antes de saltar é preciso:

1. Escolher a direção correta

2. Recuar um pouco para tomar impulso

 

Todo momento de preparação do salto é um momento de parada.

Parar, pensar, calcular e recuar para tomar impulso garantem a assertividade do movimento e a potencialização do salto. 

Se vai mais seguro. Se vai mais longe.

 

Em processos de construção de valor e evolução planejada percebemos que adotar este procedimento é importante e eficiente. 

 

Tudo começa de uma ideia. De uma intenção.

O Transition Design® nasce da convicção de que, em sistemas complexos e no atual estado de nossa cultura - um mundo multifacetado, acelerado, em permanente mutação e re-significação - acontecem diversas mudanças de paradigmas que mudam o desenho de cada desafio e a maneira de construir valor perene num mundo líquido.

1.A ideia de produto acabado dá lugar à realidade de que tudo está em movimento, se redesenhando a cada encontro com o mundo e com uma audiência.

2.A audiência, o destinatário do valor oferecido, é o princípio de tudo e precisa ser conhecido em profundidade para de fato se criar valor real - People Driven Design - e não valor imaginado.

 

3.A construção de valor, enquanto movimento planejado, parte de uma ideia e de uma visão.

 

4. O papel da ideia é colocar o organismo em movimento, mas é o movimento, se feito com um bom design - Transition Design® - que determina o destino da ideia.

 

5. Um destino que deve ser refinado durante a caminhada, a partir de metodologia apropriada, atenção ao inesperado durante a jornada, e abertura de mente para, acreditamos, entender que "não há caminho, o caminho se faz ao caminhar". Com metodologia, pessoas, inspiração, convicção e uma visão.

 

6. Visão é o princípio de tudo. A gênese da intenção. Depende de saber ler o mundo para, só então, escrever - inscrever - algo de valor no mundo.

7. "Inovação", um tema utilizado com pouco cuidado, é meio e é valor relativo, não absoluto. Não pode ser um fim em si. Deve ser considerado como tal e perseguido ou oferecido quando e onde fizer sentido. Um sentido que deve nascer de dentro, primeiro, para depois vir ao mundo de forma positiva e impactante.

“Valor não é um cálculo. Valor é um sentimento.”

Com essa premissa em mente, lapidamos diariamente nossa sensibilidade, nossa capacidade de ler o mundo e suas belezas e sutilezas, e cultivamos a convicção de que o resultado de cada processo é a soma de diversas vozes complementares e da atmosfera, química sutil, que se constrói ao longo da jornada.

"O mais importante e bonito, do mundo, é isto: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas - mas que elas vão sempre mudando. Afinam ou desafinam, verdade maior. É o que a vida me ensinou. Isso que me alegra montão."

 

Guimarães Rosa

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